domingo, 27 de junho de 2010

Igreja Universal dá viagem a pastor que mais arrecada; veja vídeo

Novos vídeos que documentam encontros da cúpula da Igreja Universal revelam que foi estabelecido um prêmio --uma viagem internacional-- aos sete pastores que mais arrecadassem dízimos dos seus fiéis.
As imagens (abaixo) são de videoconferências comandadas em 2008 pelo bispo Romualdo Panceiro, atual "número dois" na hierarquia da igreja e apontado pelo líder Edir Macedo como seu sucessor. Elas demonstram a pressão exercida sobre os pastores para que aumentem a coleta de recursos.
Da sede da igreja em São Paulo, Panceiro se conectava com os principais pastores e bispos da Universal, no Brasil e no exterior.
Uma das gravações ocorreu em meio à campanha pela qual a igreja mais arrecada, a "Fogueira Santa". Panceiro orientava os pastores a "não limitar" o valor do dízimo, mas "estipular". Veja:
Em outro trecho, Panceiro conta que o desempenho dos pastores seria checado por um programa de computador. Segundo ele, alguns pastores "malandros" reduziam sua arrecadação apenas para parecer que haviam "arrebentado" na campanha.

"Eu tenho um programa aqui que é batata, que bate com a boleta legal."'
No vídeo acima, Panceiro também pressiona muito para o aumento da arrecadação. Um pastor não identificado diz que uma igreja em Guarulhos (SP) que arrecadava R$ 5 mil mensais passou a obter quase R$ 100 mil.
Se cada igreja repetisse o desempenho da de Guarulhos, a arrecadação chegaria a R$ 200 milhões mensais, ou R$ 2,4 bilhões anuais. O Ministério Público estimou, em 2009, uma "movimentação financeira" de R$ 1,4 bilhão anual.

Vídeos
Os cinco vídeos, que somam seis horas de duração, foram obtidos de um ex-pastor pelo ex-voluntário da Universal e ourives Eduardo Cândido da Silva, que hoje move ação contra a igreja por danos morais.
A exemplo do que fez com as primeiras duas gravações, reveladas em abril pela Folha, Silva deverá entregar os novos vídeos ao Ministério Público.

Outro lado
A Igreja Universal afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que é "termo preconceituoso" chamar de premiação as viagens a Israel destinadas a seus pastores.
"A viagem para Israel não é considerada uma premiação e sim uma missão religiosa almejada por cristãos evangélicos de todo o mundo. Entre os 15 mil pastores da Igreja Universal do Reino de Deus que atuam no Brasil, isso não é diferente. A missão religiosa na Iurd, entre outras peregrinações, consiste em levar pedidos de oração dos fiéis a lugares sagrados, como o Monte Carmelo, a Muralha de Jerusalém e o alto do Monte Sinai, por exemplo, uma árdua e esgotante escalada de mais de dois mil metros a pé."
Segundo a igreja, são viagens "cansativas e curtas de quatro, cinco dias, no máximo, em que, quase sempre, consome-se mais tempo em deslocamentos aéreos do que nos locais em que são realizadas orações".

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/753501-igreja-universal-da-viagem-a-pastor-que-mais-arrecada-veja-video.shtml

Jovem é maltratada pelos próprios pais por se tornar cristã




SOMÁLIA (4º) - Os pais muçulmanos de uma garota somali de 17 anos, que se converteu ao cristianismo, a agrediram brutalmente por ter deixado o Islã e a algemaram a uma árvore em sua casa por mais de um mês.

Nurta Mohamed Farah de Bardher, na região de Gedo, Somália, estava confinada em sua casa desde o dia 10 de maio, quando a família descobriu que ela havia se tornado cristã.

“Quando a família da jovem soube que ela havia se tornado cristã, eles a agrediram muito, mas ela permaneceu firme em sua decisão”.

Os pais a levaram para um médico, que receitou uma medicação para “doença mental”. Espantado pela determinação de sua filha em permanecer firme em sua nova fé, seu pai, Hassan Kafi Ilmi, e sua mãe, Hawo Godane Haf, decidiram que a jovem estava louca, e a forçaram a tomar o remédio, que não causou efeito nenhum a respeito de sua mudança de fé.

Tradicionalmente, muitos somalis acreditam que o Alcorão cura os doentes, especialmente os com deficiência mental; por isso, a escritura muçulmana é recitada duas vezes por semana para a jovem.

“Essa menina está muito doente e tem sido submetida a um sofrimento intenso”.

O sofrimento começou quando ela recusou a oferta de sua família de perdoá-la se ela renunciasse o cristianismo. O confinamento teve início depois que a medicação e as punições falharam.

A pequena comunidade cristã na região de Gedo relata que a menina ficava algemada em uma árvore durante o dia, e era colocada em um pequeno quarto escuro durante a noite.

“A comunidade pode fazer muito pouco a respeito das condições da jovem, que está muito ruim, mas já aconselhamos o líder de nossa comunidade a acompanhá-la, mas sem se envolver, para a segurança da jovem. Precisamos de oração e ajuda humanitária, pela liberdade de religião do povo somali.” 

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Compass Direct

sábado, 29 de maio de 2010

Versículos bíblicos que não existem... mas que são usados em pregações.

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Por: Rafael Gabas Thomé de Souza

1. “Onde está seu coração, ali está o seu tesouro.”
Este “versículo” é tão usado pelos presbíteros, e citado pelos cristãos em geral, que é difícil encontrar alguém que identifique sua falsidade. De forma que podemos considerá-lo até como um “aspirante a versículo”. Na verdade, a maioria dos evangélicos acredita que, tão certo quanto o fato de Deus ser composto por três Pessoas, estas palavras são da própria Bíblia. A confecção deste texto inverídico deve ter sido feita após uma leitura desatenta do Sermão da Montanha, especificamente na parte em que o Mestre prega sobre o ajuntamento ilícito de riquezas na terra. Repare a diferença entre o trecho original e o texto distorcido pelos homens:
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
(Mt 6.21)
Os descuidados invertem o dito do Senhor Jesus: colocam “coração” onde está escrito “tesouro” e põe “tesouro” onde está escrito “coração”. Isso para que dê a aparência de que Cristo ensinava que não importa a quantidade de bens materiais que a pessoa possua: bastaria ela colocar o coração em Deus que estaria tudo resolvido.
O que Jesus disse, realmente, é que nós podemos saber onde está o coração de uma pessoa observando onde ela ajunta suas riquezas: no céu ou na terra.
Vale lembrar que isso não condena o enriquecimento material, defendido como uma bênção divina em toda a Bíblia (Ec 5.19; 1Tm 6.17). O Messias estava apenas usando um recurso semítico de linguagem, comum na Bíblia, onde o lado natural era enfraquecido para enfatizar o lado espiritual. Por exemplo:
a) "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna..." (Jo 6.27)
Será que Jesus estava condenando o hábito de trabalhar pelo sustento material, ou Ele queria apenas dar importância ao ato de buscar as coisas de Deus? Outro exemplo do recurso semítico usado por Jesus é encontrado no Antigo Testamento, onde José diz:
b) "...não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…" (Gn 45.8)
Assim, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito. Mas, quatro versículos antes, ele havia dito: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito." (vs. 4)

Pregando sobre a forma de amar aos semelhantes, o apóstolo João declara:
c) "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
Fica claro que João não desejava proibir o uso de palavras no exercício do amor, mas somente afirmar que o amor não pode se limitar ao uso delas. De qualquer forma, não devemos e não podemos criar textos bíblicos para defender o ajuntamento de riquezas terrenas, pois a própria se encarrega de fazer tal defesa em inúmeras outras porções.


2. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.”
Igual ao versículo anterior, esta frase é corriqueiramente declarada aqui e ali, sempre que o assunto tocado é fé. Ele é tão engenhosamente elaborado que muitos homens e mulheres de Deus o “soltam” de vez em quando, crendo piamente de que estão proferindo a Palavra de Deus. Na verdade, o que a Bíblia ensina é:
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.”
(Rm 10.17) [ARC]
O apóstolo dos gentios está afirmando que o “ouvir” é produzido pela Palavra de Deus, e que é por esse “ouvir” que vêm a fé. É bem diferente do que os descuidados fazem a Bíblia parecer ensinar, pois, conforme a “pérola” pseudo-escriturística que eles criaram, é o ouvir do homem que gera a fé. Para entender melhor a diferença entre as versões de Rm 10.17, veja o que diz a Revista e Atualizada:
“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”
A palavra “ouvir”, empregada em várias traduções, tem o sentido de “entender”, “compreender” a mensagem do evangelho, por meio da pregação expositiva, e não ao mero ato de escutar.


3. “Os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou esta tarefa aos homens.”
É difícil entender de onde se originou esta tese teológica. Ela é tão espalhada pelas igrejas que se tornou quase um “adendo” popular à Bíblia, um versículo extraído da cartola mágica cada vez que se fala sobre a necessidade de levar as boas-novas aos perdidos. Apesar da raiz desta árvore infrutuosa não ser de tão fácil identificação, podemos sugerir que ela se encontra nas palavras de Pedro, o apóstolo dos judeus:
“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)
Talvez alguém que não conhece o sentido do termo “perscrutar” tenha lido o texto e daí tirado uma falsa conclusão, imaginando que o pescador de homens teria escrito que as “coisas” que os anjos anelam perscrutar é a atividade da pregação, e que perscrutar significa “fazer”. Embora seja essencial conhecer o sentido dos termos usados na Bíblia, o indivíduo que fez o versículo “abíblico”, que estamos desmascarando, vir à luz, não precisava recorrer ao dicionário para interpretar adequadamente o escrito de Pedro.
Veja o que diz a Revista e Corrigida:
“..para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”
A tradução dos monges de Maredsous reza:
“Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar.”
O que os seres celestiais desejam receber são as revelações proféticas de Deus, e não o encargo de levar o evangelho aos pecadores.


4. “E vi uma taça de ouro no céu. E perguntei: Que é isso, meu senhor? E me respondeu: Lágrimas de santos.”
Diferentemente das revelações divinas que os anjos queriam conhecer, as invenções humanas que vimos até aqui são pérolas baratas, recolhidas nas águas rasas do relaxo para com a Palavra de Deus. O pseudo-versículo transcrito acima foi citado duas ou três vezes por um querido pastor, a quem considero como grande pregador, e que possui uma igreja de tamanho médio, o que prova que ninguém está livre de soltar das suas “furadas” de vez em quando.
Este presbítero afirmou, com uma certeza tão segura quanto sua fé na auto-existência de Deus, que o diálogo acima foi tecido durante uma visão do apóstolo João, no livro de Apocalipse. Por incrível que pareça, ele não se preocupou em procurar este texto na Bíblia, quer antes de citá-lo, quer após, na repetição de seu erro. O mais próximo que lemos no livro das revelações ao que o referido pastor disse é o que segue:
“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8)
“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, que são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro (...) E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Ap 7.13,14,17)
A junção desalinhada destes versículos deve ter resultado naquela prole híbrida que, infelizmente, foi apresentada no púlpito daquela congregação ao povo que ali estava, como sendo a Palavra de Deus. Resta saber quem foi o pai da criança, o qual não apareceu na apresentação da bastarda.


5. “Ficai em Jerusalém até que seja glorificado do alto”.
Igual ao versículo anterior, esta “muamba” é o resultado da fusão de dois textos inspirados. O que o torna mais abominável que todos os outros é que tem, em sua genealogia, um problema semelhante ao visto na distorção de 1Pe 1.12: a falta de compreensão acerca de uma determinada palavra.
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (Jo 3.37-39)
“E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1.4)
Durante um estudo bíblico que ocorria em uma célula um certo rapaz, a quem estimo e tenho como um servo de Deus, disse que havia uma parte da Bíblia em que Jesus aconselhava seus apóstolos a ficarem em Jerusalém até que Ele fosse glorificado, ocasião em que o Espírito Santo desceria sobre eles. De acordo com aquele jovem, isso significava que Cristo ficou esperando que os discípulos o louvassem, glorificando-o, a fim de que o batismo no Espírito Santo fosse concedido a eles. Na realidade, o apóstolo do amor, em sua biografia de Jesus, não empregou a palavra “glorificado” com o sentido de “elogiado” ou “louvado”. Eles quis dizer que Jesus, como homem, ainda não havia sido “engrandecido”, ou “exaltado”, o que só ocorreria quando fosse levado à presença de Deus, a fim de se sentar ao lado do trono e ser reconhecido como Deus por Sua criação (Fp 2.9-11; cf. Is 45.23).
Confira o que a Bíblia na Linguagem de Hoje verte em Jo 7.39:
“Jesus estava falando a respeito do Espírito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.”
O apóstolo Pedro confirmou que Cristo foi glorificado por Deus, na ocasião de sua assunção e exaltação divina:
“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (...) Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.33,36)


6. “Toda a terra se encherá da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.”
Esta passagem fictícia é muito bonita – existe até uma canção que entoamos sobre ela em minha igreja – mas não faz parte dos escritos inspirados. Na realidade, o que a Bíblia afirma é:
“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)
“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14)
Como se vê, em momento algum se afirma que a terra se encherá da glória do Senhor. E isso para o desgosto dos que, mesmo com dezenas de anos de Evangelho nos ombros, tinham a frase supra-citada como sendo uma autêntica profecia divina.


7. “E Moisés disse: Que hei de fazer, Senhor? Pois eis que os egípcios se reúnem contra mim e contra este povo, a quem escolheste. E o Senhor disse a Moisés: Toca na águas.”
Deus não ordenou que Moisés tocasse no mar, e, realmente, não foi isso o que este profeta fez. Leia o relato singelo que se contrasta com a idéia exposta acima:
“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar seco.(...) Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.” (Êx 14.15,16,21)
Para quem possui dúvidas, basta atentar em que Moisés dividiu o mar não pelo toque de seu bordão na água do mar, mas pelo fato de estendê-lo sobre a água, fazendo com que um vento leste soprasse por toda a noite até dividir aquela massa líquida, que teria se juntado ao sangue hebreu caso Deus não houvesse intervindo com tal milagre (que, repetindo, não envolveu nenhum toque de vara).
Parece que há pessoas que não gostam do legislador de Israel, pois, como se não bastasse ele haver tocado na pedra para dela extrair água – desobedecendo à ordem de Deus para somente falar à pedra –, ainda querem fazê-lo incorrer em um delito de igual gravidade. Deste jeito, não era nem preciso esperar chegar nos limites de Canaã: nem mesmo da terra do Egito o escolhido de Deus teria passado. Tsc, tsc, tsc...


8. “Jovens, vós sois a força da igreja.”
A fim de defender a importância dos cristãos jovens, um querido e dedicado líder de igreja tinha por costume citar este “versículo”, a fim de dizer que eles seriam o motor do Corpo de Cristo. Isso é uma distorção grosseira e irresponsável da Palavra de Deus, que afirma algo muito diferente, porém também honroso acerca dos jovens convertidos do 1º século:
“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14c)
Oremos fervorosamente para que os jovens da Igreja Contemporânea também exibam estas três características, removendo e enterrando o que é velho (cf. At 5.5,6) para dar lugar às coisas novas do Senhor, uma nova porção do Espírito que caia como vinho fresco sobre a Igreja (Lc 5.37-39; Ef 5.18), abundando em conhecimento da Palavra (Mt 13.51,52; 1Jo 2.20,27), para que esta venha a ter cumprimento: “...e os jovens terão visões” (At 2.17).


9. “E, aconteceu que, subindo a arca do Senhor a Jerusalém, ao som da harpa, do alaúde e da cítara, Davi dançava no Espírito, com todas as suas forças.”
Hoje em dia, há pessoas que não aceitam o que a Bíblia ensina, em sua totalidade, acerca do louvor a Deus. Apesar de tão espirituais, elas são atingidas por uma “micalite aguda” (cf. 2Sm 6.20), que soa como um gongo pseudo-moralista toda vez que, numa reunião de culto, um crente se coloca a expressar sua gratidão e alegria ao Senhor usando todo o seu corpo, além dos lábios e das mãos. Para disfarçar essa mentalidade carnal, alguns afirmam que Davi – e também a profetiza Miriã –, dançou tomado pelo Espírito Santo, em uma ocasião única e inigualável, ignorando outras porções escriturísticas (Jz 21.19,20; Sl 149.3; 150.4; At 3.8).
É certo que o rei hebreu dançou mesmo no Espírito. Afinal, tudo o que os servos de Deus fazem é sob a direção Dele.
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.25)
Se a dança davídica não fosse espiritual, o Senhor não teria se agradado dela, da mesma forma que Ele não se agrada quando alguém lhe entoa um cântico “na carne”, sem meios de render-lhe sacrifícios de louvor com os lábios (Hb 13.15).
Mas afirmar que o rei foi possuído por Deus enquanto levava a arca, dançando em estado de êxtase, é forçar o que está escrito e ir além da verdade – embora estas experiências fossem comuns entre os profetas daquele tempo.


10. “Tocava Davi sua harpa no palácio de Saul. E havia que, subindo sua adoração ao Senhor, o rei era liberto do espírito que o atormentava.”
Esse é um dos maiores mitos disseminados entre os evangélicos. As Escrituras não afirmam que Davi louvava a Deus perante o rei Saul, e tampouco que o demônio saía deste em razão da sua “adoração ungida”. Na verdade, os toques do jovem israelita, dedilhando as cordas de seu instrumento, acalmava a mente perturbada do monarca, causando-lhe um efeito terapêutico. Isso era meramente paliativo, pois o espírito voltava a atacar periodicamente, necessitando que Davi tocasse novamente para reverter o estado frenético em que o rei d’Israel ficava ao ser controlado por aquele demônio de loucura.
“E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alivio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.” (1Sm 16.23)
Isso revela que, muitas vezes, métodos humanos podem surtir efeitos benéficos sobre vítimas de espíritos de cegueira, epilepsia, mudez, transtornos mentais, e outros.


11. “Cristo virá, e os mortos ressuscitarão; num instante, num abrir e fechar de olhos, nós subiremos a ele, e para sempre estaremos com o Senhor.”
Creio que este seja um dos dez principais contrabandos, vendidos nas igrejas evangélicas, como autênticos versículos bíblicos. É de uma natureza tão torpe, que é triste averiguar a imensa popularidade que conquistou em todas as camadas, dos novos convertidos até os maiores mestres da Palavra. Veja por si mesmo o que ensina a Palavra divina:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.51,52)
O que o ministro dos gentios está dizendo? Que o arrebatamento será tão rápido como um piscar d’olhos, ou que a transformação dos nossos corpos –de mortais a incorruptíveis– será assim? É claro que a segunda opção é correta.
Esta história de Jesus voltar e os cristãos serem transformados e transladados, num milésimo de segundo, conseguiu se entremear nas páginas bíblicas em razão da aceitação do dispensacionalismo, um sistema escatológico que ensina que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Como os crentes poderiam ser arrebatados sem que o mundo os visse subindo até o Senhor? A resposta está neste texto pseudo-escriturístico.


12. “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução; antes, embriagai-vos com o Espírito Santo.”
Esse é usado para defender as experiências de êxtase, nas quais os crentes balançam, caem, riem e fazem outras coisas mais. É uma tolice recorrer a uma invencionice tão descarada para embasar estas coisas. Há textos verídicos que abrem espaço para crermos que o Espírito Santo pode fazer as pessoas ficarem como ébrias. Para saber mais sobre isso, consulte o estudo “As Escrituras e os Êxtases Espirituais".


13. “Em verdade, em verdade vos digo: o diabo vem para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para tenhais vida, e vida em abundância.”
“O ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)
Quem é o ladrão que mata, rouba e destrói? O contexto clarifica a identidade de tal personagem:
“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” (vs. 8)
No vs. 10, Cristo não está especificando uma pessoa em particular como “ladrão supremo”, que seria Satanás, mas afirmando um conceito genérico: uma pessoa que recebe o título de “ladrão” tem por ocupação a apropriação total do bem alheio, mesmo que isso inclua roubar, destruir e matar aos outros. Contrariamente a isso, Jesus não é ladrão, pois Sua obra é o oposto disso: trazer a vida abundante, que é a vida eterna, espiritual. Em momento algum o Mestre cita a existência ou atuação do diabo.


14. “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.”
15. “Vós escolhestes a Saul sobre vós e vossos filhos, mas eu, o Senhor, não o escolhi; eis agora a Davi, homem segundo o meu coração, a quem tirei do aprisco de seu pai para reinar em Israel.”
16. “Irmãos, não desfaleçais; pois nos últimos dias virá o enganador, transfigurado em anjo de luz, o diabo e Satanás, que seduzirá a terra inteira. Ele surgirá como homem, falando e enganando a muitos, mas os escolhidos não lhe darão crédito.”
17. “E Sansão crescia em força e graça diante do povo de Israel; e era o varão mais forte de toda a terra, pois ninguém se igualava a ele entre os hebreus, os filisteus, os egípcios ou dos do lado da banda do oriente.”
18. “Aproveitando o sono de seu marido, Dalila foi e cortou-lhe as madeixas da cabeça, nas quais não passara navalha desde o nascimento; pelo que perdeu ele suas forças.”
19. “E, após os apóstolos terem visto o Senhor manifestado, chegou Tomé ao lugar em que estavam reunidos; contando-lhe os discípulos que o Senhor ressuscitara, e que havia aparecido a eles, não creu ele, pois era incrédulo, e duro de coração.”
20. “Vigiando em todo o tempo acerca do vosso falar e do vosso trato com os outros, pois Satanás anda em derredor, anotando nossas palavras; vede, portanto, que vossos dizeres não sejam usados para condenação, mas para glória no Dia do Senhor Jesus.”
21. “Acautelai-vos, pois Satanás, vosso inimigo, aguarda o momento de vosso desânimo para vos arrastar para o inferno, onde há pranto e ranger de dentes.”
22. “O diabo marca toda palavra que falamos.”
23. “E aconteceu que, com a pregação de Pedro, mais de três mil almas se converteram no dia de Pentecostes.”
Com certeza, muitos outros versículos “falseados” tem aparecido pelo mundo afora. Estes são os que conheci até hoje, sem contar as conclusões totalmente infundadas que alguns têm feito sobre textos bíblicos, tais como:
a) Pregar que Jesus levou nossas doenças físicas, baseando-se em Is 53.4,5, que é uma profecia do Antigo Testamento, que deveria ser interpretada à luz do Novo Testamento, em Mt 8.16,17 e 1Pe 2.24;
b) Ensinar que a prosperidade é um direito dos cristãos, com base nas promessas de Dt 28.1-14, enquanto as instruções sobre as guerras aos cananeus são espiritualizadas;
c) Declarar que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, construindo um castelo de areia sobre 1Ts 5.9, em vez de ler este versículo à luz de Ap 14.10;
d) Isolar o texto de Dt 6.4 para negar a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus, enquanto o Novo Testamento ensina que essa unicidade é formada por “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” (1Jo 5.7, Almeida), sendo que o próprio Antigo Testamento já deixa isso implícito (Gn 1.26 c.c. Is 44.24).
Além disso, ouvimos também as frases engraçadas, que são facilmente identificadas por qualquer conhecedor mediano das Escrituras:
“Se ajude, e Eu te ajudarei”.
“Quem pariu Mateus que o cuide”.
E por aí vai.
Autor: Rafael Gabas Thomé de Souza

O autor é é estudante e ex-atirador do TG 02-010 em Araçatuba (SP)

Fonte: [ Militar Cristão ]

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estudantes feridos falam sobre o privilégio de sofrer por Cristo

ÍNDIA (26º) - Os missionários em treinamento pela Gospel for Asia falaram sobre o privilégio que sentiram ao sofrer por Cristo após serem atacados em sua faculdade bíblica em Mumbai, Índia, no início do mês.

Sete estudantes ficaram gravemente feridos quando um grupo invadiu o campus da faculdade bíblica na noite de domingo em Mumbai, Índia. Os alunos estavam preparando sua refeição quando os agressores, armados com paus e barras de ferro, entraram no campus e começaram a bater neles. Os cristãos tentaram conversar com seus agressores e perguntar qual era a queixa contra eles, mas não obtiveram resposta (saiba mais).

Hemanti Kashyap ficou ferido quando os agressores o atingiram no estômago com uma barra de ferro. Ele afirma que o incidente deu a oportunidade de colocar em prática todas as lições que ele aprendeu na faculdade.

“Através dessa situação, aprendi o que a Bíblia quer dizer quando afirma: ‘Bem-aventurados os que sofrem por Cristo’. Essa oposição foi o teste para que minha fé siga em frente, e para que eu compartilhe o evangelho. Eles atingiram meu estômago com uma barra de ferro, e me feriram, mas sou grato ao Senhor Jesus, que me guardou, para ser uma testemunha dele.”

Sunil Pattanayap relembra o momento do ataque: “Por um instante fiquei chocado, querendo saber por que aquilo estava acontecendo comigo. Então, eu compreendi que havia chegado o momento de glorificar o nome do Senhor”.

“Foi um privilégio sofrer por Cristo, e estou feliz porque posso testificar que Deus me protegeu e me livrou da morte, para que eu pudesse proclamar sua Palavra e permanecer firme como testemunha viva, com uma grande fé.”

Três dos estudantes feridos ainda estão se recuperando no hospital. Beedram Sena teve que ser submetido a uma cirurgia devido à fratura em sua perna. Sudershan Yadavan precisou ser operado para tratar sua rótula quebrada. Sunil Reedy precisou de tratamento dentário para substituir os dentes arrancados pelos agressores.

Brijeshware Nayan, que teve ferimentos em suas costas, mas não precisou ficar hospitalizado, afirmou que o ataque o ajudou a ver o valor espiritual do sofrimento.

Ele diz: “Eu vim para cá para servir ao Senhor. Se eu ficar com medo dessa oposição, como poderemos aprender a crescer em fé?”.

“Esse tipo de perseguição só prova que as pessoas precisam conhecer o amor de Cristo. É a única forma de eles encontrarem razão em suas vidas e um propósito para transformar o ódio em amor.”
Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Christian Post

Cristãos são alertados a deixar o país

IRAQUE (17º) - Extremistas muçulmanos estão alertando os cristãos no Iraque a deixarem o país imediatamente, ou correrão o risco de ter uma morte violenta. As ameaças mencionam os cristãos em Bagdá e Mosul, áreas já em conflito.

Um bispo iraquiano recebeu uma carta da Secretaria Geral de Apoiadores do islamismo, alertando que os cristãos de Bagdá e outras áreas “deixassem o país imediatamente e de vez, e na forma de migração em massa”. Ela continua: “Não há mais lugar para vocês aqui, infiéis, entre os muçulmanos iraquianos. Nossas espadas serão colocadas em seus pescoços, de seus seguidores e de outros cristãos que moram em Mosul”.

Jerry Dykstra, da Portas Abertas nos Estados Unidos confirma a hostilidade contra os seguidores de Cristo. “Os cristãos estão sendo marginalizados, e ouvimos relatos de violência. Se resume a isso: os cristãos estão sendo atacados por causa de sua fé em Jesus Cristo”.

Muçulmanos sunitas insurgentes atacam frequentemente membros da minoria cristã no Iraque. O governo atual do Iraque é xiita. Como resultado, os cristãos perceberam que estão no fogo cruzado. Milhares já fugiram para os países vizinhos.

Ainda assim, os cristãos no Iraque continuam firmes em sua fé. Jerry afirma que o “evangelho está sendo propagado e as pessoas estão se achegando a Cristo. Os cristãos têm que se reunir em segredo, mas o bom é que, quando se encontram, eles louvam a Deus e entregam suas necessidades diante dele”.

Ore por oportunidades para igrejas e organizações cristãs trabalharem no Iraque.
Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Mission Network News

Estudantes cristãs são discriminadas e humilhadas por professoras

PAQUISTÃO (14º) - Professoras muçulmanas de uma escola de meninas no Paquistão ridicularizaram as alunas por causa de sua fé, as agrediram, as pressionaram a se converter ao islamismo e as forçaram a limpar os banheiros da escola depois do horário letivo.

As professoras da Escola Secundária Pública em Sargodha, província de Punjab, ofenderam tanto as alunas cristãs que duas meninas abandonaram os estudos.

“As estudantes cristãs são provocadas e ridicularizadas pelas professoras muçulmanas desde o primeiro dia de aula”, conta Sana, uma aluna de 16 anos. “Devido ao comportamento preconceituoso da diretora muçulmana e dos funcionários, as alunas cristãs sentem-se rejeitadas, deprimidas e frustradas. Estou muito triste com essa intolerância e discriminação.”

Rebecca Bhatti, 16 anos, disse que ela saiu dessa escola pública porque sua principal professora, juntamente com outra de Ensino islâmico e Árabe, identificada apenas como Sumaira, a professora de matemática identificada como Gullnaz, outras professoras muçulmanas, e também a diretora da escola, Ferhat Naz, chamavam as meninas cristãs até seu escritório e ordenavam que elas limpassem seus sapatos e lavassem suas roupas.

“Se alguma garota não cumprisse as ordens, ela era punida”, conta Rebecca, em lágrimas. “As professoras muçulmanas ordenavam que nós limpássemos os banheiros todos os dias, e também todas as dependências da escola, mesmo havendo funcionários da escola que fazem isso.”

Ela conta que a escola também se recusou a entregar os diplomas para as alunas cristãs.

“Eles fizeram isso para impedir que as alunas sejam aceitas em outras instituições de educação.”

O diretor da Escola primária cristã no mesmo vilarejo, Zareena Emmanuel, disse que Naz e Sumaira sempre agrediram os estudantes cristãos.

“É uma pensa que essa seja a única escola pública para meninas no ginásio e colegial no vilarejo e na região. Por causa disso, as cristãs têm que enfrentar a indiferença, discriminação religiosa e ofensas todos os dias do período letivo, que deveria ser um tempo de aprendizado.”

Noureen Austin, de 19 anos, declara: “Nenhuma aluna cristã consegue ter um ensino de qualidade aqui. A maioria das professoras é muçulmana extremista, e não perde uma chance de atingir as alunas cristãs por causa de sua fé”.
Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte: Compass Direct

terça-feira, 11 de maio de 2010

Evangélicos investem na teologia da riqueza nos EUA, diz jornal americano

O jornal norte-americano The New York Times abordou de maneira ‘sarcástica’ a pregação da Teologia da prosperidade

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
25/08/2009 10:24h

Com mensagens tranquilizadora para muita gente nos tempos de crise e afirmando que a recessão não deve servir de pretexto para restringir o dízimo, os pregadores do “evangelho da prosperidade” atraem uma audiência considerável e adoradora nos Estados Unidos.

No palco, diante de milhares de fiéis assolados por dívidas e dificuldades econômicas, Kenneth e Gloria Copeland, junto a outros pregadores do “evangelho da prosperidade”, deleitavam a multidão com histórias das vidas luxuosas que alcançaram seguindo a palavra de Deus.

Jatinhos e lanchas. Uma moto enviada por um apoiador anônimo. Férias no Havaí e cruzeiros no Alasca. Bolsas de grife. Um anel de esmeraldas e diamantes. “Deus sabe onde o dinheiro está e Ele sabe como levar o dinheiro até você”, pregava Gloria, vestida como alta executiva.

Os pregadores do “evangelho da prosperidade” atraem uma audiência considerável e adoradora. Sua mensagem —se você tiver fé suficiente em Deus e na Bíblia e doar com generosidade, Deus irá multiplicar suas oferendas por cem— é tranquilizadora para muita gente nestes tempos de crise.

Os pregadores mal admitiram que há uma recessão, embora dissessem que isso não serve de pretexto para restringir o dízimo. “O medo lhes deixará sovinas”, disse Copeland.

Mas as ‘sacolinhas’ voltaram mais vazias do que em anos prévios, segundo antigos frequentadores.

A multidão de mais de 9 mil pessoas era multirracial, vinda de 48 Estados dos EUA e 27 países. O ministério do casal Copeland, cuja renda anual é de cerca de US$ 100 milhões, é transmitido para 134 países.

Muitos neste rebanho não confiam nos bancos, na imprensa ou em Washington, onde o Comitê de Finanças do Senado norte-americano está investigando se os Copelands e outros evangelistas da prosperidade usaram doações para enriquecer e abusaram da sua isenção fiscal. Mas confiam no casal Copeland, que parece encarnar a prosperidade com sua riqueza robusta e abundância e filhos e netos que os seguiram no seu ministério.

“Se Deus fez isso por eles, também fará por nós”, disse Edwige Ndoudi, que viajou neste mês com o marido e seus três filhos do Canadá para a Convenção de Crentes do Sudoeste dos EUA, onde os Copelands e outros se revezaram pregando por cinco dias, dez horas por dia, no Centro de Convenções de Fort Worth, no Texas.

“O pessoal que está vindo não é pobre”, disse Jonathan Walton, professor de religião da Universidade da Califórnia em Riverside, que já escreveu sobre o movimento e foi lá fazer pesquisas. “Eles residem naquela nebulosa categoria entre a classe operária e a classe média.”

Stephen Biellier, caminhoneiro de Mount Vernon, no Estado do Missouri, disse que ele e sua mulher, Millie, foram à convenção rezando para que este seja “o ano da superação”. Eles têm dívidas que alcançam os US$ 102 mil, segundo Millie.

Marido e mulher afirmam que os Copelands os resgataram da falência há 23 anos, quando compraram seu primeiro caminhão com juros anuais de 22% e tiveram de reconstruir o motor duas vezes em um ano.

Naquela época, Millie viu o pastor Copeland na televisão e começou a lhe enviar 50 centavos de dólar por semana. “Teríamos falido se Copeland não estivesse orando por nós todos os dias”, afirmou.

Os Bielliers estão entre as 386 mil pessoas de todo o mundo a quem os Copelands chamam de “parceiros”. A maioria manda contribuições e merece preces especiais dos Copelands.

Mas o professor Walton qualificou os pregadores da prosperidade como “batedores de carteira espirituais”. “Minimizar e ignorar as duras realidades desta crise econômica está além de irresponsável, a ponto de ser repreensível”, disse.

O casal Copeland não quis dar entrevistas, mas uma de suas filhas, Kellie Copeland Swisher, e seu marido, Steve Swisher, falaram em seu nome. Kellie disse que o ministério doa “um mínimo de 10% do que entra” para outras obras beneficentes.

A comissão do Senado americano, em sua investigação tributária, solicitou documentos do ministério religioso. O ministério resistiu em entregá-los, disse Kellie, porque os Copelands não querem revelar publicamente os nomes dos “parceiros”.

Ela afirmou que, mesmo em meio à crise econômica, a renda do ministério durante os preparativos para a convenção subiu 3% em relação ao ano passado. Questionada sobre se os Copelands haviam ajustado a mensagem de acordo com o cenário econômico sombrio, Kellie respondeu: “A mensagem que eles pregam é a palavra de Deus. A palavra não muda”.

Na convenção, os pregadores salpicavam seus sermões com farpas ao governo dos Estados Unidos, à imprensa e a outras Igrejas, muitas das quais condenam a pregação da prosperidade. A maioria dos pregadores se empenhava em lembrar aos fiéis de que eles são escolhidos de Deus. “Enquanto todo o resto está passando fome”, disse o tele-evangelista texano Jerry Savelle, “Seu povo da aliança terá o melhor dos tempos”.

“A qualquer momento que um pensamento preocupado a respeito do dinheiro pipocar em sua mente”, prosseguiu Savelle, “a próxima coisa a fazer é semear”: despejar dinheiro, como sementes, no “solo bom”, como os ministérios dos pregadores. “Esse é o pacote de estímulo divino para vocês”, disse.

Ouvindo isso, centenas de pessoas tomaram os corredores em direção ao palco, deixando envelopes, notas e moedas nos degraus acarpetados.

Fonte: The New York Times